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“Eu te amo sua louca”

“Eu te amo sua louca” poderia ser o título de um pagode, ou de uma faixa de um disco de uma dupla de sertanejo universitário. É certo que ela quase foi gravada por uma importante dupla do gênero, mas é o título de uma canção romântica, que Juca Novaes compôs com Eduardo Santhana, e que gravou nos discos “Goa” e “Goa ao vivo”.

A utilização do inusitado adjetivo “louca” para declarar o sentimento pela musa inspiradora atrai o advérbio “loucamente”, modificando o sentido literal da palavra, e trazendo um colorido mais rico e poético à declaração de amor.
“Eu te amo sua louca” acaba de ser gravada pelos Trovadores Urbanos em seu CD/DVD “Ao vivo no auditório Ibirapuera”. A gravação que vocês vão ouvir é do DVD “Goa ao vivo”, interpretada por Juca, e gravada no Sesc Vila Mariana, em São Paulo
EU TE AMO SUA LOUCA (Juca Novaes/ Eduardo Santhana)
Nem precisa dizer
lindas bobagens sem sentido
beijo na minha boca
frases no meu ouvido
nem precisa falar
e o mundo fica mais bonito
entrando no meu carro
naquele seu vestido
quando assim do nada
vem a sua gargalhada sem motivo
quando mais e mais eu me convenço
que sem você eu não vivo
eu te amo sua louca
louca, louca, loucamente
eu te quero sua louca
te ganhar completamente
eu te amo sua louca
louca, louca, loucamente
eu te quero sua louca
te ganhar completamente

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TALISMÃ

“Talismã” é uma das parcerias de Juca Novaes com Rafael Altério, e foi criada numa safra que também produziu “Quem viver verá” e “Sete vidas”, ambas gravadas no disco “Goa”.

“Talismã” foi gravada antes (no álbum “Kathmandu”, 2000), e se tornou o sucesso radiofônico do disco. A introdução no acordeon é de Cesar do Acordeon. Arranjo, baixo e guitarra de Sérgio Bello, bateria de Lael Medina, e Juca no piano e voz.

A letra celebra o amor que é como um talismã, um xamã, uma chama que chama o prazer.

Propícia para uma noite de inverno, não acham ?
TALISMÃ

(Rafael Altério / Juca Novaes)

Teu amor é talismã

é como o sol no meio da noite
é queijo branco de manhã, mel depois
é gol no Maracanã
eu bêbado de um vinho divino
driblando como campeão meu destino

teu amor é meu xamã
é chama que chama o prazer
todo doce que Deus oferecer
fruta boa, cobertor de lã
pra nos aquecer
revelando meu amor por você

Flor de hortelã
luz guardiã
minha canção do amanhã, viu
todo meu amor por você

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Djanira

Djanira

No dia 20 de junho de 1914 – há exatamente 102 anos, portanto – nasceu Djanira, a maior artista nascida em Avaré. Pintora, desenhista, cartazista e gravadora, foi considerada uma das mais importantes artistas brasileiras do século 20, e a mais autenticamente brasileira, dentre nossas pintoras. Sua trajetória foi admiravelmente registrada no livro “História de Djanira, brasileira de Avaré”, de Gesiel Junior. Em 2001, quando Juca voltou a dirigir a Fampop Avaré, utilizou como cartaz do evento a imagem do quadro “Orfeu”, que Djanira criara para o musical “Orfeu da Conceição”, de Vinicius de Moraes. Em 2009, em seu disco “Aldeia”, gravou uma homenagem à sua conterrânea, composta em parceria com Eduardo Santhana.
Ouçam: http://goo.gl/ay2CoU

DJANIRA
(Juca Novaes / Eduardo Santhana)

As linhas, as luzes, matizes
os traços, as formas, matrizes
a casa na praça, alvores
auroras, poentes, mil cores

a alma prepara, inventa
lavouras, calvários, tormentas
um povo tão simples nas telas
que vidas as tintas revelam

sofrida, vivida, guerreira
coragem a vida inteira
as mãos, os pincéis, descobertas
milagres, as portas abertas

divina, menina, senhora
pintando, rompendo a aurora
que brilho as luzes acesas
no morro de Santa Tereza

Mira admira
a beleza da vida nas cores, Djanira

Vira e revira
e revela os nossos amores, Djanira

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